Domingo, 19 de Abril de 2009

Termo Autista - Decisão líderes Assembleia República



Sociedade - JN de 19/4/2008


Twitter tirou autismo da AR
00h30m
A decisão dos deputados à Assembleia da República de deixarem de chamar autistas aos seus pares foi a primeira decisão tomada no Parlamento português suscitada pelo Twitter, uma espécie de mini-blogue cuja utilização tem crescido avassaladoramente no mundo nos últimos meses.

A questão foi colocada pela mãe de um autista numa conversa através daquela chamada "ferramenta" social com o deputado Jorge Seguro a 25 de Março. Ana Martins, 45 anos, autora de livros e textos vários sobre autismo, pediu ao parlamentar socialista se "os senhores deputados quando se estão a mimosear entre pares seria possível não se denominarem AUTISTAS".

Jorge Seguro reencaminhou o "desafio" para outros deputados que também usam o Twitter e seria Luís Carloto Marques a formalizar a proposta ao presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, que a levaria à conferência de líderes parlamentares, onde seria aprovada por unanimidade.

"É a primeira vez que se toma uma decisão no Parlamento português suscitada por um cidadão que interpelou um deputado através do Twitter", sublinha o jornalista especialista em redes sociais na Internet, Paulo Querido, citado pela agência Lusa.

Luís Carloto Marques, deputado do Movimento Partido da Terra eleito nas listas do PSD, revelou que há alguns meses vinha recolhendo exemplos de utilização no Parlamento de termos depreciativos e concluíu que nos últimos quatro anos as palavras "autista" e "autismo" constavam em 157 páginas de 123 edições do Diário da Assembleia da República.

O facto do "desafio" ter sido feito próximo do dia 2 de Abril, que é o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, veio acelerar a iniciativa que Carloto Marques garante que já tinha prevista. Para

Jorge Seguro, que diz ter sido o primeiro deputado a aderir ao Twitter, considera que este caso inédito em Portugal é um "bom exemplo de como as novas tecnologias podem funcionar ao serviço da cidadania".

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

I R S 2008



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Divulgue pelos seus amigos.

A APPDA - Norte agradece

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

BOAS FESTAS

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Dawn Prince-Hughes


Dawn Prince-Hughes nasceu nos Estados Unidos da América em 1964. Antropoligista e primatóloga (estudo dos primatas) e etóloga (estudo do comportamento animal) com mestrado e doutoramento em Antropologia. Só em 1996 foi diagnosticada como autista de alto funcionamento (Asperger).
Escreveu o livro "Songs of the Gorilla Nation: My Journey through Autism."
“This is a book about autism. Specifically, it is about my autism, which is both like and unlike other people’s autism. But just as much, it is a story about how I emerged from the darkness of it into the beauty of it.”
“Este livro é acerca do autismo. Especificamente, é acerca do meu autismo, que é igualmente parecido ou não com o autismo das outras pessoas. Quanto muito, é uma história acerca de como eu saí da escuridão do autismo para a sua beleza.”
Frases do livro (colocadas no grupo autismo pelo Dr. Walter Camargo)
“Quando eu encontro com famílias de alguém que tem autismo e que ainda não lhe foi revelado o que tem - autismo, porque não querem rótulos, isso me deixa perturbada. Eu posso assegurar que não somente os autistas sabem que são diferentes, mas sofrem profundamente por não entender o motivo. Enquanto tentam se entender sem receber as informações necessárias, estão sendo rotulados pelas pessoas, usualmente sem compaixão e sem a educação que pode ajuda-los.
Eu não penso que o termo autismo seja percebido como um rótulo para eles, mas se não entendem o que acontecem não conseguem mudar. Por outro lado os autistas não se importam verdadeiramente como o que se pensa deles.
“Eu precisava comunicar com alguém, mas não sabia como!”
“Sons altos tb são incômodos para os gorilas.”

“Eu aprendi com os gorilas que buscar companhia quando se está mal é algo bom.”
“Eu precisava comunicar com alguém, mas não sabia como!”

“... eu estaria com alguém, não importa o quanto doesse...... Estamos todos em jaulas, cada uma de seu modo ...”

“Quanto mais eu aprendia sobre comunicação e relacionamento mais eu começava
a entender sobre emoções que até então eram coisas abstractas ...”
“Quando meu filho nasceu, eu fiquei emocionada, completamente "ocupada" com
meu amor por ele.”

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Dr. Almeida Gonçalves



O significado do que é o AUTISMO em Portugal e a existência das APPDA´s deve-se à persistência e incansável busca deste médico dermatologista, que abnegou muito do seu tempo e dinheiro para esta causa.
No final da década de sessenta do século passado, o Dr. Almeida Gonçalves tentou, em vão, junto dos especialistas portugueses, encontrar uma explicação convincente para o comportamento do seu filho Luís, então um menino.
Inconformado, partiu para Inglaterra na expectativa de saber algo mais sobre o que tinha o Luís. Ficou a saber que ele “era autista”. Disseram-lhe o que isso significava. Pensou no futuro dos meninos como o dele que, certamente, existiriam em Portugal e foi o impulsionador da Associação Portuguesa para Protecção à Criança Autista, posteriormente Associação Portuguesa para a Protecção aos Deficientes Autistas e actualmente às várias Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.
Com o contacto estabelecido com Lorna Wing, e posteriormente as suas orientações, forneceu à classe médica da altura toda a informação que 20 anos antes Kanner já tinha descoberto.

O trabalho inicial do Dr. Almeida Gonçalves está hoje disseminado por todo o país. Soubemos, e desejamos todo o sucesso, que vai aparecer a APPDA - Alentejo e a APPDA - Sintra.

A APPDA - Norte ofereceu uma pintura de uma árvore que tem na base a APPCA, no tronco a APPDA e nos ramos as várias APPDA's encimada pela Federação Portuguesa de Autismo.

Bem Haja Dr. Almeida Gonçalves.

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

II Jantar de Beneficência



Data: 3 de Dezembro (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência)
Local: Hotel AC Porto – Rua Jaime Brasil nº 40 – Porto
Hora: 20.00h
Menu:



Perna de Porco com molho de Maça
Bacalhau com Natas



OPÇÕES VEGETARIANO PARA SUBSITUIÇÃO DE CARNE OU PEIXE:

Courgette no Forno Ou Penne ao Basílico Ou Spagheti de Legumes


Preço por adulto: €30.00
Crianças dos 0 aos 4 anos: grátis
Crianças dos 5 aos 10 anos: €15,00
A partir dos 11 anos: preço de adulto


As reservas serão consideradas por ordem de chegada junto da Secretaria e só serão consideradas contra o efectivo pagamento.


Cumprimentos,
A Direcção

APOIO - Hotel AC Porto

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

A Caixa



“O que eu pretendo mostrar-vos é a minha perspectiva por “dentro do autismo” de uma pessoa autista à procura do resto do mundo.

Montando o palco: Imagina, se quiseres, uma caixa com 60 cm de comprimento, 90 de largura e 2 metros de altura. A caixa é feita de um qualquer material transparente inquebrável.

Agora mete-te na caixa e ela vai ser selada de forma a que, por muito que tentes, não vais conseguir partir ou sair da caixa. Estás a viver no mundo autista. Tudo (para ti) está dentro da caixa. Todo o demais está ali, fora da caixa.

Passam-se uns minutos. Começas a ficar rabugento. “Quero sair daqui. Alguém me ajuda, por favor? Não aguento mais ficar aqui.” Passou meia hora. Começas a entrar em pânico.

Finalmente alguém entra na sala. Vê-te, mas não consegue ver a caixa à tua volta. Tentas atrair a atenção daquela pessoa, mas não consegues falar, não consegues mover-te, e nem pensar consegues.

Agora imagina viver dentro desta caixa não uma hora, nem mesmo um dia ou um ano mas “sempre” numa continuada, lenta e claustrofóbica frustração. Bem vindo ao mundo do autismo! “ Frank George – adulto autista (tradução livre do Inglês)